20 de ago de 2014

Os Três, de Sarah Lotz


Edição: 1 | Editora: Arqueiro | ISBN: 9788580412697 | Ano: 2014 | Páginas: 391 | ★★★★


Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele... Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.

Antes de mais nada, eu preciso dizer que o livro não tem uma narrativa tradicional. A sua história é contada através do relato de personagens que tiveram algum tipo de contato com os eventos que o livro retrata. A leitura me lembrou muito Guerra Mundial Z, de Max Brooks, com uma diferença principal (e crucial): embora os personagens falem sobre eventos que já ocorreram, não sabemos o que aconteceu após a queda dos quatro aviões (e isso NÃO É SPOILER - consta até mesmo na contracapa). 




















O livro é contado por um livro dentro do livro (espero que tenha sido compreensível). Ele relata algumas teorias da conspiração e vai se encarregando de deixar o leitor ciente do cotidiano dos sobreviventes. Como os três sobreviventes acabam ganhando atenção da mídia, a história faz questão de abordar também os interesseiros e "aproveitadores" dos quinze minutos de fama dos sobreviventes, pondo em questão a amizade e até que ponto uma pessoa chega para ter sua imagem elevada ao mais alto nível - ainda que a queda pudesse ser muito pior.






Em Guerra Mundial Z, nós leitores sabíamos que havia acontecido uma grande "batalha pela humanidade" e  assim as pessoas contavam, por menores, das batalhas+prólogos sobre a situação pós-guerra. Já no desenvolvimento de "Os Três", a história é contada através de relatos e entrevistas com os personagens. Parece pouca diferença, mas na prática o estilo narrativo muda ainda mais. Logo, se você não gosta de livros com algum tipo de narrativa "não convencional", passe longe. A autora soube usar com maestria as referências de livros anteriores e durante to-da a leitura, nós temos que nos perguntar se tal acontecimento pode ser relacionado à religião, psicanálise, política, entre outros... Principalmente o comportamento das três crianças sobreviventes.


Ressaltei a narrativa atípica pelo simples motivo de o leitor se encarregar de deduzir muitas coisas. Nada vem muito "mastigado". Afinal, são relatos de pessoas que teoricamente também não sabem o que está acontecendo. Outro mérito da autora foi a forma com que ela soube conduzir o leitor ao final do livro, com pitadas de suspense e deixando-o acreditar que ele sabia de alguma coisa (saudades, inocência), hehe. Embora o livro seja bem envolvente, cai em alguns clichês do gênero. Vários eventos - inclusive o final -, podem ser interpretados de formas diferentes. Sabe aquele filme de terror clássico que "não tem fim"? O final do livro não fica muito longe disso não. 
No mais, recomendo a leitura. Dá um friozinho na barriga em diversos momentos, a diagramação e o design do livro estão fantásticos e dizem muito sobre o mesmo. Adiciona aí na lista de leitura!

15 de jul de 2014

TCC #2: metodologia, primeiros capítulos e todo meu ódio pela ABNT


Quem me acompanha pelo twitter e pelo meu canal no Youtube, sabe que estou no último ano da faculdade e sabe que - consequentemente - estou fazendo meu TCC. Aqui na minha faculdade não tem nada disso de TCC em grupo (como perguntaram no meu vídeo sobre ele), o meu erro foi chamar de TCC e não de Monografia. E como o nome já diz, só pode ser feito por uma pessoa e essa pessoa é obrigada a apresentar o projeto pra uma banca examinadora. PERIOD.



Não vou repetir aqui o que eu já disse nesse vídeo (aconselho que quem não viu, veja) porque se não o post ficaria muito maior do que o planejado. Mas o meu tema ficou mesmo sobre "A contribuição dos signos nas capas dos discos lançados durante a Ditadura Militar sob a perspectiva da semiótica Peirceana"(!) Eu sei que parece um bicho de sete cabeças, não digo que não é, mas também não é pra taaaanto. Depois de fazer a introdução e finalmente ter um ponto de partida, vem a metodologia - ou o demônio indesejado, caso você prefira chamar assim.

Pra quem não sabe, a metodologia serve basicamente pra você esclarecer qual o método de pesquisa você irá adotar no decorrer da sua Monografia. É uma espécie de "encher linguiça", porque todo mundo fica meio perdido quando precisa fazer mais de duas páginas apenas sobre a metodologia. Mas acredito que tenha sido muito mais fácil que a introdução, por exemplo. Porque pelo menos na metodologia a gente já tem um ponto inicial, e na introdução? Nada. A metodologia já pode ser considerada um capítulo, mas eu quis deixar só como metodologia mesmo. Porque aí entra a parte legal do meu tema: tem MUITA coisa a ser abordada.




Semiótica não é sobre signos do Zodíaco não (e muita muita muita gente me pergunta isso), é sobre o estudo de sinais. Expressões, gestos, olhares; a Semiótica está presente em tudo. E isso é a coisa mais fascinante sobre ela, sendo consequentemente o que me fez escolher essa matéria para trabalhar a fundo durante o ano inteiro. Por ser um tema muito abrangente e eu ainda ter escolhido a Semiótica do Charles S. Peirce (dá um google, vale a pena), fazer a metodologia foi consideravelmente fácil. O primeiro capítulo, que era pra ter no mínimo 5 páginas, teve 7. Não é porque eu quis e contei, é porque quando eu começo a escrever, eu só paro quando não consigo escrever mais nem um ponto final; e é raro ficar sem palavras quando o assunto é Semiótica, visto que ela divide-se em várias e várias partes e eu escolhi falar sobre a mais "longa". 




Acabei tendo um capítulo sobre a Semiótica Peirceana + 3 subcapítulos sobre a minha análise da perspectiva do Peirce(!!!) - rs. E um PLUS: meu orientador tirando meu pé do acelerador um pouquinho e me dando tempo pra respirar. Haja assunto e haja brainstorm, meus amigos. Eu não queria, mas eu faço questão de deixar claro aqui O QUANTO EU ODEIO ESSAS NORMAS ABNT! SÉRIO, tinha que ter tudo isso? Não podia ser só um capítulo nas Normas e os outros de boas com o espaçamento padrão do Word?! (Aff.) Mas voltando, depois dos subcapítulos, eu preferi deixar pra falar sobre a Ditadura em si e como influência na história do Brasil só na segunda parte da Mono. Porque tem muita coisa pra falar e eu não sei como vou raciocinar logicamente pra fazer um trabalho exemplar. Tenho um defeitinho um tanto quanto chato que é me dedicar até demais às coisas que eu faço sozinha. Sei lá porquê, mas me dedico melhor a qualquer coisa que eu faça sozinha; e a minha Monografia é algo que eu venho pensando sobre há muito tempo e eu me conheço o bastante pra saber que me chatearia tirar uma nota inferior à minha dedicação. 




Por sorte, meu pré-projeto obteve a nota máxima e eu fiquei demasiadamente feliz!
Por outro lado, tenho uma fila de 8 capas para serem analisadas e mais uns 4 livros no saldo dos "must-read" para um projeto avaliado em 10 pela banca.
SALDO DO PRIMEIRO SEMESTRE: fora as demais matérias e os infinitos trabalhos, 5 livros lidos para a Monografia, um namorado que quase serviu de saco de pancadas nos meus dias de TPM+TCC, amigos que não aguentavam mais olhar um pra cara do outro, dores de cabeça infinitas (pela primeira vez em 20 anos, inclusive) e uma satisfação absurda por ter conseguido me organizar o suficiente e ter dado o melhor de mim.

Me desejem sorte!

30 de jun de 2014

The Giver (O Doador de Memórias), de Lois Lowry

E aí galera, tudo bom? Aqui é o Rafael, eu escrevi a minha primeira resenha pro blog há mais ou menos um mês e hoje voltei pra resenhar O Doador de Memórias (The Giver), de Lois Lowry. Espero que vocês gostem!

Edição: 1 | Editora: Laurel Leaf | ISBN: 9780440237686 | Ano: 2002 | Páginas: 192

Confesso que, até anunciarem sobre a adaptação cinematográfica de O Doador de Memórias, nunca tinha ouvido falar sobre esse livro. Ainda digo mais, só me interessei por tal adaptação quando eu descobri que a Taylor Swift faria uma participação nela. Depois que vi nomes como Meryl Streep e Jeff Bridges no elenco, percebi que tinha quase a obrigação de conhecer essa história. Então fui atrás do livro e acabei lendo ele em inglês, por isso alguns termos que eu use podem ser diferentes da versão em português. O livro é uma distopia (sim, mais uma!). Apesar do gênero ser bastante popular hoje em dia, esse livro foi publicado em 1993 e não segue exatamente a linha de Jogos Vorazes ou Divergente. Para começar, ele não faz parte de uma série, nada de vários filmes com o último dividido em duas partes. Também, ele tem um tom de certa forma mais infantil, que a princípio me tirou um pouco do interesse no livro. Só a partir do sétimo capítulo mais ou menos, eu realmente fiquei envolvido.


A história se passa em um futuro e os seus personagens vivem em uma sociedade perfeita. Sem violência, sofrimento e inconvenientes mas também sem coisas simples como animais, cores ou até mesmo sentimentos. Nessa comunidade vive Jonas, um menino prestes a completar doze anos e, de certa forma, passar para a vida adulta. O que acontece é que para que tudo siga perfeito nessa sociedade - sem conflitos, doenças ou preconceito - as pessoas perderam o seu poder de escolha. Existe um comissão de anciões, que toma as decisões mais importantes: com quem cada um vai se casar, quem será seu filho ou a profissão de cada pessoa. Jonas faz parte de uma família padrão: pai, mãe e dois filhos, um menino e uma menina. Sua mãe é uma advogada e o pai cuida de recém nascidos. Sua irmã: Lily, é há alguns anos mais nova que ele. Além deles, durante o último ano, um bebê que o seu pai cuida, Gabriel, também mora com eles para melhor se desenvolver e ganhar uma família.


Se, nessa comunidade, com um ano, eles recebem um nome e são entregues a uma família; aos nove, eles ganham uma bicicleta, que serve de meio de transporte para todos os cidadãos; e aos doze, eles recebem a carreira que seguirão para o resto da vida. Na cerimônia desse ano, a Chefe dos Anciões está chamando cada um do grupo dos onze anos e dizendo qual será o seu destino. Quando chega a vez de Jonas, ela o pula e segue com o restante dos jovens. No final da cerimônia, quando já tá rolando aquele burburinho, ela diz que não se enganou e chama Jonas à frente. Nesse momento, anuncia que nenhuma carreira foi selecionada para ele, mas que ele foi escolhido para um posto de suma importância: ele será o receptor de memórias. O que acontece é que as pessoas que lá vivem não tem realmente lembranças de nada, coisas como as guerras, a fome ou coisas boas como o natal ou a neve nunca existiram para eles. Apenas uma pessoa em toda a sociedade sabe dessas coisas, o Receptor de Memórias, que guarda toda a história e é convocado quando eles precisam de um conselho para alguma grande decisão. Essa é uma posição obviamente importante e que é escolhida raras vezes, por isso o Jonas já é visto de uma forma diferente por todos (o negócio do bullying, sabe?). A última vez que isso aconteceu foi há dez anos e deu tudo errado, também por isso existe muito pressão sobre ele.


Com esse posto, Jonas também recebe alguns “privilégios” e pode questionar algumas das decisões que são tomadas. Por exemplo, quando as pessoas atingem uma certa idade ou quando um bebê não se desenvolve o bastante para ganhar uma família, eles são liberados da comunidade. Dessa forma, ele pede para ver uma dessas liberações. O que se pensava ocorrer, que essas pessoas iam para outro lugar, é feito de uma forma diferente e saber que o seu pai é responsável por algumas dessas liberações, revolta Jonas. Após ser escolhido, ele começa a ter sessões com o Doador (um velhão muito sábio no melhor estilo Dumbledore ou Gandolf, se preferirem) e começa a receber todas essas memórias. Só que a partir do momento que ele as recebe, percebe que é muito melhor viver em um mundo com cores e sentimentos, por exemplo. Mesmo tendo presenciando experiências ruins como a guerra, ele decide que o jeito que eles vivem não é o melhor. Já sei o que vocês podem estar pensando: nesse momento, ele faz a Katniss e começa uma revolução. Mas não é nada disso que acontece, pra que as pessoas possam ter novamente as memórias que só os dois têm, é necessário que outra coisa ocorra e é isso que ele vai fazer.

O livro é bastante interessante e traz uma moral muito válida, mesmo que eu não tenho muita certeza que eu tenha entendido qual é. O meu problema com ele é a falta de um clímax de verdade, quando você lerem, vocês vão perceber, e a falta de informações do seu final. Quanto ao filme, que estreia em agosto, algumas mudanças já foram anunciadas. Por exemplo, o personagem principal não terá doze anos, mas dezesseis. Dessa forma, ele tem um apelo maior entre os jovens e se encaixa melhor nos filmes que vem sendo lançados. Quanto a Taylor, que deve interessar a muitos de vocês, a sua personagem tem um papel bem pequeno, mas de suma importância para a história. O personagem principal será interpretado por Brenton Thwaites, um ator relativamente novo. No fim das contas, recomendo a leitura desse livro, acho que atualmente é um pouco difícil conseguí-lo, mas com o lançamento do filme, uma nova edição deverá ser feita e estará disponível em todas as livrarias.

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16 de jun de 2014

Psicose, de Robert Bloch


Edição: 1 | Editora: DarkSide® Books | ISBN: 9788566636154 | Ano: 2013 | Páginas: 240




Tá aí um livro que eu só li depois de ver o filme. Uma parte de mim se arrepende, mas por outro lado, fiquei satisfeita pela jogada de marketing maravilhosa que Hitchcock teve para a estreia do filme - mesmo com um investimento tão consideravelmente baixo.

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Robert Bloch não é lá um dos melhores escritores que já li, mas preciso comentar a respeito da genialidade do personagem Norman Bates, criado por ele. Quando passamos a conhecer melhor o ponto de vista de Norman, a história passa a ter outro sentido pra nós. Conhecemos, ainda que supostamente, a mentalidade de um serial killer. O livro é bem morno no início, visto que Marion (ou Mary) é uma forasteira que rouba o dinheiro de seu (até então) chefe e decide fugir para encontro de seu namorado. Durante a viagem e aquele combo clichêzinho de chuva + tempestade + letreiro chamativo, ela vai parar no motel que Norman administra junto de sua mãe, o Bates Motel. Mãe essa, devo confessar, que está sempre (oni)presente em cada passo que Norman dá.




Após um papo e de ter adquirido um pouco de intimidade com Mary, Norman conta das loucuras de sua mãe e seus problemas com a possessividade e obsessão maternal sob ele. Mary chegou sem pedir licença, quebrando fervorosamente a tediosa rotina de Norman e deixando o silencioso motel, agitado. Mal sabia ela que a noite que aparentava ser tranquila para botar seu sono em dia, se tornaria uma boa história de horror para encher os olhos - e a mente - do leitor. 




É preciso pontuar que Norman se encontrava tão pressionado por sua mãe, Norma, que ele mesmo duvidava que poderia ser ofensivo, independente ou até mesmo viver sem ela. Toda construção de suas atitudes são baseadas nela, sem contar o famoso santuário que Norman tem para homenagear (CREEPY? NEM UM POUCO) sua mãe. Noite vai, noite vem, após a famosa cena do chuveiro - e se você não sabe do que eu estou falando, sugiro que saia de baixo da pedra que você vive, com todo o amor do mundo - a história vira um misto de investigação e tentativas (um tanto quanto falhas) de compreensão ao pensamento peculiar de Norman. Claramente notamos algo errado nele, mas isso eu não tenho coragem de comentar mais a fundo e convido vocês a se juntarem aos milhares de admiradores da história e entenderem o porquê de essa trama ter se tornado mundialmente reconhecida, sendo considerada a melhor história de suspense de todos os tempos!




Você vai se surpreender, se indignar, se sentir na obrigação de finalizar a leitura e querer mandar uma carta pro autor perguntando: "COMO ASSIM, CARA?" - fato. Méritos à editora DarkSide por mais uma edição incrível e de um clássico tão incrível quanto. 
E pra terminar, fica aqui a dica: pra quem não sabe, o personagem Norman Bates foi inspirado num famoso (e louco) serial killer americano chamado Ed Gein. Vale a pena pesquisar mais sobre ele e eu aconselho que pesquisem em um dos meus blogs favoritos, o Aprendiz Verde (clique aqui e seja redirecionado para a tag do Ed Gein). 











"E, nesse momento, eu nem consigo odiar Bates pelo que fez. Ele deve ter sofrido mais do que qualquer um de nós. De certa maneira, eu quase posso entender. Nós não somos tão lúcidos como fingimos ser."

7 de jun de 2014

Diário de uma Treinadora de Pais, de Jenny Smith


Edição: 1 | Editora: Galera Júnior | Ano: 2014 | Páginas: 288 | ★★★★


A minha escolha para resenhar esse livro foi (um pouco) inusitada. O livro é lançado pelo selo da Galera Junior, então eu sabia que era infanto-juvenil. Escolhi "Diário de Uma Treinadora de Pais" porque ele é um livro que eu simplesmente não compraria quando eu fosse numa livraria. Não por achar ruim a capa, sinopse ou edição; simplesmente porque minha prioridade nunca foi ler livros infanto-juvenis, então essa era a hora certa para solicitá-lo.




Compre na
Livraria Cultura ou no Book Depository (Diary of Parent Trainer)!*




Katie é uma menina de 13 anos - de vida, porque mentalmente eu chutaria uns 17 ou 18 - que estudou e analisou os adultos por anos, até denominar-se uma "profunda entendedora" das atitudes adultas. Ela mantém um diário disfarçado de livro de matemática aonde ela escreve sobre o universo dos adultos a sua volta e até mesmo dos adultos que ela observa, mas que não possui um contato direto. Em seu diário, Katie compartilha suas táticas para lidar com adultos e como ela achava previsível cada atitude vinda deles, como se ela realmente já soubesse tudo o que acontece entre eles. O que Katie não espera é que algum adulto aja de forma contraditória ao que está escrito em suas anotações e acabe quebrando esse "achismo" da menina, como faz sua mãe, ao apresentar seu novo namorado - no caso, um candidato a padrasto de Katie - e aí tudo começa a não fazer sentido e ela procura respostas pros seus diversos questionamentos.




Além de ter uma história leve e totalmente descontraída, o livro ainda traz Katie como personagem principal, o que faz a leitura ficar muito mais tranquila devido ao senso de humor e realidade que a menina tem, mesmo aos 13 anos de idade. Katie é realista e excêntrica, e como ela é a narradora do livro, faz a história ficar (ainda) mais divertida e engraçada! Não só Katie, mas toda sua família é cômica e até um pouquinho exótica.
Apesar de ser um livro infanto-juvenil, ele traz à tona problemas que estão presentes na vida de muitas crianças, como a morte de um membro da família (não é spoiler!) que é muito importante, a chegada e a aceitação de um possível-novo-membro, a união familiar necessária e a estabilidade emocional quando se passa por uma etapa difícil. 




Devido à história criativa e as diversas vezes que Katie me fez rir, o livro merece 4 estrelas. Não é meu gênero favorito, eu não leio muito infanto-juvenil; mas eu também simplesmente cansei de só ler livros extremamente sérios (tcc feelings) e que me fazem refletir por dias e dias. Essa leitura apareceu na hora certa e eu não me arrependo nem um pouquinho de ter lido - em uma tarde - o livro e conhecido a história da Katie & família. Super recomendo!




Gostou? Clique aqui para ler o primeiro capítulo!
*O blog recebe comissão caso seja efetuada a compra do livro 

20 de mai de 2014

Deixe a Neve Cair, de John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle


Oi gente, tudo bom? 
Essa resenha é a primeira escrita pelo Rafael, meu amigo de longa data e a única pessoa que eu confiei o bastante pra criar um vínculo profissional também. Espero que vocês gostem da resenha!

Edição: 1 Editora: Rocco Jovens Leitores ISBN: 9788579801754 Ano: 2013 Páginas: 336 Tradutor: Mariana Kohnert

Deixe a Neve Cair (Let It Snow) é um livro, como o título já sugere, realmente muito gelado. Piada infame a parte, o livro reúne três contos que se passam no natal com muito frio e muita neve. Cada conto foi escrito por um autor diferente, temos duas autoras: Maureen Johnson e Lauren Myracle e um autor, muito conhecido dos fãs de YA, John Green. Cada conto tem uma história e personagens principais diferentes e o que os une é que todos ocorrem na mesma véspera de natal e outros elementos como locais e pessoas em comum.

O primeiro conto, “O Expresso Jubileu” de Maureen Johnson, conta a história de Jubileu: uma garota de dezesseis anos na véspera de natal. Ela está em casa passando o tempo, enquanto espera para ir a uma festa de na casa do namorado, quando o vizinho chega para avisar que os pais dela, devido a uma confusão, foram presos. Diante do fato, ela precisa ir para a Flórida passar o natal com os avós. Por causa de uma forte nevasca, “a maior nevasca dos últimos cinquenta anos!”, todos os voos foram cancelados e ela vai precisar ir de trem. Durante a viagem, enquanto ela está no vagão restaurante, cercada de frenéticas líderes de torcida, o trem para em razão do acúmulo de neve. Nesse momento, ela decide ir para uma lanchonete na beira da estrada, a Waffle House, para se aquecer e fugir das líderes de torcida (que também acabarão na mesma lanchonete). Na Waffle House, ela acaba conhecendo Stuart: um garoto não muito impressionante aos olhos, pelo menos não comparado ao namorado de Jubileu, mas que lhe oferece a casa para ela ficar enquanto o trem não pode seguir a viagem. A partir desse momento, o conto continua com a história dos dois. O conto, apesar de muitíssimo improvável ao meu ver, é bem sucedido na sua tarefa de entreter e tem diversas passagens bastante engraçadas.

O segundo, “O Milagre da Torcida de Natal” de John Green, conta história de três amigos: JP, Duke e Tobin. Eles estão, na véspera de natal, na casa do último assistindo a um filme do James Bond. Os pais dele estão em Boston e não conseguem um voo de volta para casa devido à nevasca. Isso faz com que Tobin tenha que provavelmente passar o natal sozinho, ou na casa da Duke. Depois de diversas ligações da mãe de Tobin, quem liga é Keun, também amigo deles, que está trabalhando na Waffle House naquela véspera de natal. As informações trazidas por Keun circundam a presença de líderes de torcida na lanchonete naquela noite e que JP e Tobin precisam ir para lá. Os garotos não demoram em se aprontarem para ir e, depois de algum convencimento, Duke acaba concordando com a ideia. O que se segue é uma verdadeira saga dos três para chegarem à Waffle House em meio a todo o caos causado pela neve. Como um leitor recorrente dos livros do John Green, esse conto me decepcionou bastante. A história acaba sendo vazia de informações, apesar de não ser vazia de acontecimentos. No final das contas, esse acabou sendo o conto que eu menos gostei do livro.


“O Santo Padroeiro dos Porcos”, o último conto do livro, de Lauren Myracle, conta a história da Addie. Ela é uma garota de dezesseis anos que está passando pela maior fossa no dia de natal. Addie terminou o namoro há uma semana por causa de um vacilo da parte dela. O namorado em questão, Jeb, estava no mesmo trem da Jubileu, quando ia encontrar a Addie. O trem parou e ele ficou preso na Waffle House tentando entrar em contato com ela. O que ele não consegue fazer, então Jeb resolve mandar um recado para ela pelo Tobin caso ele a veja. Porém, esse não é foco principal do conto. O motivo do término do namoro deles coloca em evidência um certo egoísmo da Addie, que também é ressaltado por diversas outras pessoas durante a história. Apesar de não querer admitir, ela começa a perceber como isso é verdade e precisa se esforçar para melhor. Nesse momento, uma situação envolvendo um (mini) porco se apresenta e ela faz de tudo para mudar. O maior dos três contos se passa no menor espaço de tempo, mas nem por isso é de alguma forma monótono. A história de Lauren é bastante interessante e causa uma, importante, reflexão quanto ao nosso egoísmo.

O mais legal do livro é essa habilidade de juntar três histórias com personagens bem diferentes e de alguma forma conseguir unificá-las. A presença da Waffle House e de uma Starbucks fazem isso, o Homem de Alumínio também é um personagem recorrente nas histórias e é claro todas acontecem na mesma véspera de natal e durante a mesma nevasca. Dito isso, o final, em que as três histórias realmente se juntam, é de longe o melhor do livro. Como um todo, Deixe a Neve Cair não me impressionou muito e não sei se é um livro que eu recomendaria a um amigo. O que ele me trouxe de melhor foi conhecer a autora Maureen Johnson e me deixar curioso quanto aos seus livros. A autora, que tem diversas obras publicadas, ainda não é muito conhecida e, aparentemente, não teve seus livros lançados no Brasil. No geral, o livro não é prioridade de leitura. No entanto, para aqueles que já estão esgotando as possibilidades YA, vale a pena conferir.

4 de mai de 2014

Casal Cozinha: Pão de queijo!

Bom, fácil e super simples de fazer em casa: pão de queijo.
Sou suspeita pra falar, porque eu a-m-o queijo. Mas ficou tão bom que eu até reaproveitei o restinho da massa no outro dia e fiz outra fornada :) 



E os ingredientes:
• 1 copo de leite
• 1/2 de óleo
• 1 colherzinha de sal
• 500g de polvilho azedo
• 3 ovos
• 200g de queijo muçarela 
• 100g de queijo parmesão


Essa receita rende 50 pãezinhos! 


Acompanhe o vídeo do passo a passo e faça em casa!
 
Minima Color Base por Layous Ceu Azul & Blogger Team